
Foto: Cain / Wikimedia Commons (CC BY-SA 1.0)
09/09/2026
Correia dentada: quando trocar e por que não pode atrasar
Entre todas as peças de manutenção preventiva, a correia dentada é provavelmente a que tem a pior relação custo-de-trocar-a-tempo x custo-de-deixar-arrebentar. A diferença pode ser de centenas para milhares de reais.
O que ela faz
A correia dentada sincroniza o giro do virabrequim com o comando de válvulas -- garante que os pistões e as válvulas se movam em perfeita sincronia, sem colidir entre si. Ela é feita de borracha reforçada, e como toda borracha, resseca e perde resistência com o tempo, mesmo que o carro rode pouco.
Por que "arrebentar" é tão grave
Em motores do tipo "interferência" (a maioria dos motores modernos), se a correia arrebenta em movimento, os pistões e as válvulas colidem entre si -- o resultado típico é válvula empenada, pistão danificado e, em casos piores, o motor inteiro precisando ser refeito. É exatamente o tipo de conserto que custa uma fração do carro inteiro.
Quando trocar
O prazo varia por fabricante e motor -- geralmente entre 60.000 km e 100.000 km, OU um intervalo de tempo (comum ver "o que vier primeiro: X km ou 5 anos"), porque a borracha resseca com o tempo independente da quilometragem rodada. O manual do seu carro tem o valor exato -- vale a pena conferir mesmo que o carro pareça estar rodando normal, já que ela não costuma dar aviso nenhum antes de romper.
Aproveita e troca junto
Como o acesso à correia dentada geralmente exige desmontar boa parte da frente do motor, é comum (e economicamente sensato) trocar junto o tensor, a correia do alternador e, em alguns motores, a bomba d'água -- peças que compartilham a mesma área de acesso e mão de obra. Trocar tudo junto custa bem menos do que pagar a mesma mão de obra duas vezes em momentos diferentes.